Artigo
O climatério representa uma fase de mudanças na vida da mulher. Além das transformações físicas, esse período pode coincidir com alterações na rotina, nos relacionamentos, na vida profissional e na forma como a própria mulher percebe sua identidade e suas necessidades.
Para algumas mulheres, especialmente após os 40 anos, essa combinação pode ser acompanhada por maior sensação de sobrecarga, ansiedade e exaustão emocional.
Olhar para essa experiência de forma integral é importante para compreender o que está acontecendo.
O climatério não acontece isoladamente. Muitas mulheres chegam a essa fase conciliando trabalho, responsabilidades familiares, relacionamentos e diferentes demandas pessoais.
É comum existir uma sensação de que muitas pessoas precisam delas ao mesmo tempo.
Quando as próprias necessidades ficam constantemente em segundo plano, pode surgir a sensação de perda da individualidade. A mulher continua cumprindo suas funções, mas começa a se perguntar onde ela mesma está dentro de tudo isso.
Além disso, as mudanças dessa fase podem tornar mais difícil lidar com uma rotina que já era exigente.
Quando existe uma combinação de responsabilidades, mudanças pessoais e pressão para continuar funcionando normalmente, o sofrimento pode aparecer de diferentes maneiras.
Algumas mulheres percebem:
Essas experiências não significam que todas as mulheres vivenciarão o climatério da mesma maneira.
Cada história é única, e é justamente por isso que compreender a experiência individual é tão importante.
Ao longo da vida, muitas mulheres constroem suas identidades a partir de diferentes papéis: profissional, mãe, companheira, filha, cuidadora e tantos outros.
Com o passar do tempo, algumas dessas funções podem mudar.
Os filhos podem ganhar autonomia, a carreira pode chegar a uma nova etapa, relacionamentos podem se transformar e antigos objetivos podem deixar de fazer sentido.
Essas mudanças podem trazer uma pergunta difícil, mas importante: “O que eu quero para mim agora?”
Não existe uma resposta universal.
É necessário compreender a própria história, os valores que permanecem importantes e aquilo que talvez precise ser reconstruído.
A psicoterapia Fenomenológico-Existencial oferece um espaço para que a mulher possa falar sobre aquilo que está vivendo sem precisar encaixar sua experiência em um modelo pronto.
O trabalho parte da história, do contexto e da maneira como cada pessoa experimenta essa fase.
Na terapia, é possível refletir sobre questões como:
A proposta não é oferecer respostas prontas, mas construir uma compreensão mais profunda da experiência e ampliar as possibilidades de escolha.
Buscar terapia pode ser importante quando a ansiedade, a sobrecarga ou os questionamentos passam a interferir na vida cotidiana.
Também pode ser um espaço de cuidado para quem deseja compreender melhor as mudanças dessa fase, mesmo sem estar enfrentando uma crise específica.
A terapia não precisa começar somente quando o sofrimento se torna insustentável. Ela também pode acompanhar momentos de transição, reflexão e reconstrução.
A psicóloga Tainá Vianna, CRP 04/84559, atua com adultos em atendimentos presenciais e online, com prática fundamentada na Psicologia Fenomenológico-Existencial. Sua trajetória como terapeuta ayurvédica desde 2016 também contribui para um olhar ampliado sobre o cuidado humano.
Cada mulher vive o climatério de uma maneira. Compreender essa experiência com acolhimento e sem julgamentos pode ser um passo importante para reconhecer suas necessidades e construir uma forma de viver essa fase que faça sentido para quem você é hoje.
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Data de atualização: 20/03/2025